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Eu nunca sonhei ser mãe!

(Isso já não é novidade, mas sei que ainda muita gente fica chocada ao ouvir isto com tanta franqueza.)

Mas, há fotos que vemos pela internet, que nos fazem parar de fazer scroll e por momentos pensamos: "ohhh que fofo" , "queria tanto ter fotos assim...". Sempre com uns suspiros pelo meio e muitas das vezes até tiramos prints e tudo para se surgir a oportunidade de recriar.
No pinterest é onde apanho fotos sem querer mas que me fazem pensar "podia ter feito isto quando estava grávida e não fiz..." Mas foi no instagram da @sammyyeason que vi uma foto que me apaixonou e claro que ia pelo menos tentar recriá-la.

Falei com a Joana Cardoso sobre ela ainda a Matilde vestia manga comprida, e dissemos que íamos aguardar até ficar tempo mais quente! O tempo ficou mais quente,a Matilde cresceu, eu e a Joana ficamos atolhadas de trabalho e só agora e que conseguimos fazer a nossa versão.


Como dá para perceber a pequena Matilde deu luta, pois queria dar o seu sorriso para a objetiva da titi Joana, e acreditem que temos fotos com expressões muito engraçadas.

E depois temos isto:

Dá pra resistir a tanta fofura? Não dá!
Por muito que se leia sobre maternidade, há coisas que são mesmo difíceis de entender...e acreditem que é muito difícil de explicar também!

Nem sequer vos vou falar do parto...sou capaz de falar dele durante horas... Por isso vou já passar para a amamentação.

Não sei se já vos disse, mas enquanto estive grávida tentei baixar as expectativas ao máximo! Mentalizei-me que não me ia acontecer aquilo que acontece às "Anas Ritas Clara" e "Carolinas Patrocínio" destas vidas: sair da maternidade já magras e sem barriga, cheias de vitalidade e força, lindas e maravilhosas com ar de quem só foi lá fazer visita em vez de ter ido lá parir!

Eu pensava que ia engordar uns 20kg durante a gravidez, que ia ficar redonda e que se esses 20kg fossem ganhos em 9 meses, então ia demorar pelo menos 9 meses a perdê-los. Imaginei que a minha criança ia chorar dia e noite mas sempre com esperança que ela saísse à mãe e fosse calminha. Pensei que a recuperação pós parto ia ser extremamente dolorosa e imaginei mil e uma situações. Aconselho todas as mães a tentarem baixar as expectativas! Não estou a dizer para serem pessimistas...São coisas completamente diferentes! Pensem positivo mas não achem que vai ser um mar de rosas!

Sobre a amamentação: toda a gente dizia maravilhas dela! Só duas pessoas (uma delas foi a minha mãe) é que me alertaram e me disseram que doía...que doía muito e que havia situações mesmo complicadas de levar qualquer mulher às lágrimas! Não que eu tivesse duvidado disso, mas não me preocupei muito com isso. Tive o cuidado de comprar um creme que me tinham aconselhado (mas que não fez maravilhas quando mais precisei dele) e mais umas coisas "just in case". Todas me falaram da magia da amamentação, dos efeitos emocionais, de estabelecer uma relação única entre mãe e filho, dos sentimentos de ternura...Todas essas coisas que se resumiam a: "quando fores mãe vais perceber!"

Enquanto estive no hospital, aqueles dois primeiros dias da Matilde, também achei muito mágico, achei até piada! Como é que a catraia, acabada de nascer, mal sente a mamoca na boca começa logo a mamar, sem ser necessário insistir ou "explicar"? Lá foi tudo muito simples! Mamava de 3 em 3 horas ou menos, sem dificuldades, não me magoava e estava tudo tranquilo!

A partir do 3° dia é que as coisas pioraram e cheguei a não querer amamentar! Cheguei a achar tortura, só queria ela aguentasse
6 ou 7 horas para ver se ganhava tempo para recuperar! É que se fosse "só" aquela dor de amamentar...a questão é que havia TODAS (todas meeesmo) as complicações que podem haver durante a amamentação!

O que fazer?
Fechar os olhos, suster a respiração, cerrar os dentes até gastar todo o esmalte que ainda tiver e tentar aguentar as lágrimas! Se elas escorrerem pelo rosto, não há problema...elas secam rápido!

O que ajudou diretamente? (Atenção! Eu disse ajudou, não disse resultou/resolveu!)
Uma almofada de sementes aquecida no microondas
Banhos quentes (mesmo muito quentes)
Tirar leite com uma bomba elétrica
Creme para os mamilos (trizantil porque purelan não fez nada)
Spray para o nariz (syntocinon 5 minutos antes de amamentar)
E ainda um anti inflamatório (nimed)

Só não recorri ao antibiótico! Tentei tudo o que havia para experimentar! Recorri aos conselhos de outras mães, ao que se aprende nas aulas de preparação para o parto, ao google (bendito google) e até veio o médico a casa! O antibiótico era mesmo o último recurso/a última esperança! Ainda bem que não foi preciso!

O que ajudou indiretamente?
A poltrona de amamentação. Foi das coisas que não abri mão enquanto preparava o quarto da Matilde e foi o melhor investimento que podia ter feito! Sem dúvida que estarmos confortáveis é meio caminho andado.
Ambientadores Yankee Candle com aromas relaxantes
Ambiente acolhedor e relaxado. A decoração do quarto faz mesmo diferença. Eu optei por deixar o quarto todo branco com mobília branca e acrescentei alguns apontamentos coloridos. Luzes de presença e de baixa potência...
Posso dizer que fui um bocadinho egoísta, pois pensei muito em mim e no meu bem estar...afinal de contas é lá (cá...pois estou a atualizar o blog enquanto a cachopa arrota e adormece no meu colo) que passo muito dos meus dias e noites!
Acredito mesmo que o bem estar da mãe, tal como durante a gravidez, é imprescindível para uma criança tranquila, serena e feliz...ou pelo menos é menos um obstáculo à adaptação desta nova etapa!

Em relação à magia, ao prazer e aos sentimentos maravilhosos que se sente enquanto se amamenta... posso dizer -vos que "quando forem mães vão perceber"!


Já todos nós ouvimos (ou se calhar até já dissemos) a célebre frase "Gravidez não é doença!"
E não é! É uma situação temporária, um estado de graça! Uns com mais graça do que outros, é verdade!

Mas aqui a questão que vos trago hoje é quando "nos" é conveniente fazer com que pareça doença ou algo grave (incluindo todas as pessoas estejam grávidas ou não)!

Não posso dizer que tive uma gravidez terrível, porque não tive. Tive algumas questões mais chatas como os enjoaos, as diabetes, anemia e assim mas questões facilmente controláveis com medicação ou alguns cuidados extra na alimentação. Não tive necessidade de parar de trabalhar, nem de repouso, nem pernas inchadas, problemas com tensões ou outras situações que exigissem "abrandar o ritmo" ou até de repouso absoluto. Sempre me senti com força e com vitalidade para fazer tudo como antes até ao fim.

Há uns tempos chamaram-me para um trabalho de dois ou três dias que não eram seguidos mesmo sabendo que eu estava grávida. Achei essa atitude de louvar! Mesmo apesar de faltarem umas semanas para a data prevista para o parto (entre as datas do trabalho e a data do parto) aceitei! Já fiz esse tipo de trabalhos várias vezes, sei bem o que ele exige tanto a nível físico, como a nível emocional. Quando o aceitei, aceitei-o por ter em consideração todas as questões, sendo as mais importantes: Quais os riscos associados? (tanto para mim enquanto grávida, como para a bebé, como para a empresa em questão) e Como eu me sinto?! E não... EU NÃO ME SENTIA DOENTE!

Qual não é o meu espanto quando me ligam para o desmarcar exatamente pela razão de eu estar grávida! Porque a criança podia nascer a qualquer momento, porque podia-me dar qualquer coisinha má, porque não se podiam comprometer com uma situação tão delicada quanto esta, etc e tal...

Naquele momento fiquei apática, quase sem reação! Lembrei-me do meu mês de Dezembro que trabalhei dias a fio, muitas das vezes sem folgar, dei formação, trabalhei até à meia noite, fiz imensos Kms, andei para trás e prá frente numa correria típica do mês do natal, num frenezim que nunca mais terminava e, mesmo sendo um mês intenso, sempre me senti bem!
Percebi que ali não podia fazer mais, que a decisão estava tomada e que não havia volta a dar. Mas esta situação deixou-me triste, frustrada e, acima de tudo, revoltada!
Mas alguém ia ser muito inconsciente ao ponto de pôr qualquer um dos 3 em risco se não se sentisse bem?se não se sentisse confortável? se não se sentisse capaz? Mas alguém era maluquinha a esse ponto?

NOTA- Este post estava escrito e guardado nos rascunhos até que decidisse partilhá-lo.
 

Já vos tinha falado que recebi a linha Boti Baby d'O Boticário depois da Matilde nascer. Também já vos tinha mostrado a linha da Bioderma que a titia Vera tinha oferecido.
"Então Carla, mas qual usas afinal?" - perguntam vocês.

Eu sei que há muita gente que defende que devemos usar as linhas completas ou então usar produtos só de uma marca. Mais uma vez, eu cá vou contrariando essas teorias e vou usando aquilo que mais gosto e me dá mais jeito. Neste caso, o gel de banho e o shampô ficaram logo a uso por uma questão de ser mais fácil de dosear. Com aquele "bico" que parece dum detergente da louça, para mim tem sido mais fácil de utilizar e de não exagerar na quantidade na hora de dar banho à Matilde. Além disso, estes produtos foram testados por pediatras por isso eu fico ainda mais tranquila.


O hidratante após o banho não podia faltar, principalmente nesta fase inicial em que os bebés "trocam de pele". Ele é bastante fluído, de rápida absorção e com o mesmo aroma que os produtos de banho. Eu acho que é um aroma fresquinho e relaxante. Não é o típico cheiro a bebé mas é bem reconfortante.


E claro que O Boticário se tinha de preocupar com a proteção solar e enviou também um creme com SPF 50 que já está a uso também. Não é tão fluído como o anterior mas não é assim tão difícil de espalhar. E sempre dá para fazer umas fotos engraçadas à Matilde pois eu aplico-o de forma a que ela pareça um pequeno índio. Ainda por cima ela está numa fase que faz caretas super engraçadas e a memória do telemóvel está cada vez mais completa com estes momentos.


Os únicos 2 produtos que ainda não testei foram o óleo de massagem e a água de colónia.



Como ela fica cheirosa só com o uso dos cremes ainda não senti necessidade de usar a colónia. O óleo de massagem ainda não foi usado porque ela berra como se não houvesse amanhã por ter de ficar despida muito tempo. Então, como é suposto ser um momento de relax, vou aguardar para que ela se habitue um pouco mais para saborear esses momentos.
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